Costumo sempre dizer "casa da minha avó", mas recentemente descobri que, legalmente falando, a casa é dos dois. Então, talvez o mais correto seja falar "casa dos meus avós", né? Não sei... Enfim.
Todas as vezes que venho pra cá, como agora, que estou na casa deles, passo pelo mesmo ritual: tomar café ao som de Roberto Carlos, embora eu odeie Roberto Carlos. Tenho plena certeza de que esse programa só com músicas dele passa todo dia, mas minha mãe insiste que é apenas aos domingos.
Meus avós são do interior e, ainda seguindo ao estilo de vida de lá, acordam às 4 ou 5 da manhã. O problema é que meu avô não tem a menor noção do que significa "fazer silêncio". Então, inevitavelmente, todo mundo acaba acordando cedo junto.
O mais marcante daqui, pra mim, sempre foi o café da manhã. Almoço e jantar costumam ser mais parecidos onde quer que você vá, mas o café daqui é um evento à parte. Hoje, por exemplo, tivemos jaca dura, cuscuz, café e queijo coalho.
Ao pensar nesse lugar, percebo que grande parte das minhas lembranças está ligada à comida da minha avó. E talvez isso me defina como pessoa.
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