Jorrei as minhas dores pelas terras que não sabia andar
E, ó, como me castiga não ter noção por onde caminhar
Olhos aos arredores e busco poder me achar
Mas cada vez mais me vejo perdida, incapaz de me encontrar
Vaguei por todas essas ruas em busca de algo que jamais perdi
Atormentada, em pedaços, por algo que nunca esteve ali
E eu me pergunto e estremeço quanto tempo de minha vida eu deixei partir
Vivendo uma eterna tortura com a demência prestes a me consumir
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